Formado em Engenharia na Unisanta e diretor da AEAS, Eduardo Lustosa aponta problemas em projeto de ponte que liga as duas margens do Porto de Santos

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Eduardo Lustosa, ex-aluno de Engenharia da Universidade Santa Cecília e diretor da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos, declarou ao jornal Diário do Litoral que o projeto da ponte sobre o canal do Estuário que ligará as duas margens do Porto de Santos poderá “obstruir o lado do canal e invadir o espaço aéreo, assim inviabilizando a implantação do Aeroporto Civil de Guarujá”.

A fala foi feita durante o I Painel de Exposição de Impactos do Aeroporto, realizado no último dia 4 de junho em Guarujá (SP). Uma matéria foi publicada sobre o assunto no último domingo (9) na edição impressa do Diário do Litoral, na página A-3.

Eduardo conta que o tenente-coronel aviador Francisco José Formággio, comandante da Base Aérea de Santos, foi avisado sobre a situação. “O local escolhido para implantar a ponte está dentro do cone de segurança à navegação e manobras do futuro aeroporto de Guarujá.  O coronel  Formággio me disse que não foi consultado e que não sabia que o mastro da futura ponte estaiada vai atingir 168 metros de altura. Então, além de atrapalhar a navegação marítima do maior porto da América Latina, a ponte vai atrapalhar a navegação aérea”, contou o eng. Eduardo Lustosa.

O diretor da AEAS revelou  outros problemas do projeto, como o “não-atendimento da demanda urbanística das travessias das balsas, ao fluxo de pedestres e ciclistas, custo maior que o projeto do túnel, o possuimento de duas pistas de rolagem contra três do túnel, maior impacto ambiental e visual, a não-apresentação de melhor condição logística nem geográfica, rampas de acesso que trarão maior riscos ao trânsito de caminhões, uma proximidade insegura da Ilha do Barnabé e área de tancagem (armazenamento de tanques) que também será inibida”. Em seguida Eduardo declara que a ponte “se tornará um enorme obstáculo operacional e econômico ao país”.