Livro sobre Paisagismo do professor de Arquitetura Fábio Bei terá evento presencial de lançamento na Unisanta

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A obra está disponível como e-book, nos sites dos marketplaces, Amazon, Kindle e outros. Para a aquisição do livro físico acesse este  link.

Às 19h da quinta-feira, 17 de março, acontecerá, no auditório do Bloco E da Unisanta, o lançamento do livro “Da semente à paisagem – Sensibilidade e técnica na arquitetura paisagística”. O evento será aberto ao público em geral.

Sobre a obra

De autoria do arquiteto e professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Cecília, Fábio Bei, o livro é um guia didático sobre o paisagismo, que informa e orienta os profissionais de arquitetura na realização de um projeto harmônico e bem-sucedido de arquitetura paisagística seja urbano, como praças, parques, avenidas e ruas, ou em menores escalas como residências, condomínios e outros espaços.

Fábio Bei relatou que o livro nasceu de conteúdos de aula que já eram trabalhados por ele há anos como material didático. “Gosto muito de desenhos e comecei a perceber o valor que tinham as lousas com meus desenhos de croquis (esboços), com ideias que surgiam nas aulas, e comecei a retratá-los em papel”, destacou ele.

Com o início da pandemia, em 2020, o professor, em um momento de isolamento e reflexão, decidiu reunir este conteúdo no intuito de produzir um grande material didático sobre paisagismo para suas aulas no curso de arquitetura, para servir como guia aos alunos. “No meio do ano passado (2020), mostrei o texto para minha irmã, Lu Catoira, e meu cunhado, Edgard Catoira, lerem. Eles, que têm vasta experiência em jornalismo, editoração e têm livros publicados de moda lançados por eles, olharam e me disseram: ‘Fábio, você não tem aqui uma apostila, um material didático, mas um livro’”, relatou o arquiteto que, em um primeiro momento, se mostrou cético com o comentário de seus familiares.

Entretanto, após o apoio e ajuda de seus familiares jornalistas, que o auxiliaram muito na parte da editoração, estruturação e fechamento do texto (trabalho em conjunto), Fábio Bei se convenceu e lançou “Da Semente à Paisagem: sensibilidade e técnica na arquitetura paisagística”. “O livro mostra muito minha trajetória como professor e arquiteto paisagista, a relação entre arquitetura e paisagismo e, principalmente, define o conceito de paisagem, com análises e percepções”, comentou o docente da Unisanta.

Lançado com 176 páginas pela Editora Dialética, o livro de Fábio Bei sublinha as sensações obtidas e a relação humana com as paisagens. Segundo ele, o livro se chama “Da Semente à Paisagem”, porque “aborda desde os pequenos elementos da criação nos estudos iniciais, passando pela sensibilidade dos envolvidos, os elementos (naturais e construídos), até transformar a paisagem em todas as etapas de elaboração do projeto de paisagismo”.

Além disso, o arquiteto desconstrói em sua obra a falsa ideia de que “‘O Paisagista só faz jardim’. Não: a arquitetura paisagística estrutura paisagens, criando vários elementos da percepção humana, que aguçam a sensibilidade de cada um através da visão, olfato, audição e tato com vegetação e materiais”.

Fábio Bei não hesitou em indicar seu livro, não só aos alunos e docentes de Arquitetura da Unisanta, mas também a qualquer interessado, mesmo que seja leigo. São dadas, na obra, várias sugestões e ideias de utilização e criação de elementos para compor ambientes, internos e externos. Além disso, o livro explica as melhores maneiras de se desenvolver um projeto de paisagismo, desde o conhecimento do cliente e do terreno, passando por todas as etapas desse tipo de trabalho.

“Esse livro tem uma escrita bem leve. […] Mesmo um leigo vai conseguir entender todo esse processo, tanto da criação da paisagem, até a elaboração do projeto, passando por temas como os estilos de jardim, o conhecimento e comportamento as plantas; as espécies vegetais de modismo, elementos de paisagismo, entre outros. […] Já estou tendo retorno de pessoas que não são do ramo e estão gostando muito do livro”, destacou o arquiteto.

Ainda segundo ele, a obra motivará uma reflexão, por parte dos alunos, em relação ao seu projeto: “O quanto o Paisagismo vai ajudar e valorizar a Arquitetura? […] Os alunos conseguirão definir melhor a questão paisagística para a elaboração de qualquer tipo de projeto arquitetônico ou urbanístico que estejam fazendo”.

O livro também tem uma parte histórica que pode ser inspiradora, mostrando várias obras e estilos paisagísticos realizados nos jardins do passado, por várias sociedades do mundo. “Os jardins franceses, japoneses, desérticos, entre outros”, exemplificou Bei.

Quando questionado sobre a maior carência vigente na arquitetura paisagística brasileira, o docente da Unisanta respondeu: “É a questão da valorização dos ambientes através da paisagem. Então, com uma paisagem valorizada se criam elementos muito legais, de outra forma a paisagem será degradada. No ambiente urbano isso acontece muito, com lixões, áreas abandonadas, ruas sem árvores, lugares precários”.

Segundo ele, o Paisagismo não deve se ater apenas a pequenos espaços, muitas vezes dentro de casas ou edifícios, mas também ao ambiente urbano. A vegetação também é muito citada neste trabalho, pois: “cada planta tem um lugar específico em um projeto paisagístico, cada uma tem um comportamento e efeito paisagístico diferente. Existem forrações, palmeiras, arbustos e árvores que oferecem sombra, flores, cores, aromas e folhagens exóticas de vários tamanhos e formas. Cada espécie tem um lugar próprio no paisagismo, e não adianta fazer um projeto paisagístico ‘jogando’ qualquer planta em qualquer lugar”.

Para ilustrar essa última ideia, Fábio Bei utilizou-se de um exemplo famoso: o calçadão da Avenida Atlântica de Copacabana, no Rio de Janeiro. “Roberto Burle Marx (artista plástico e paisagista) fez aqueles calçadões com mosaicos maravilhosos de pedra portuguesa. Ele criou um painel no chão, uma paginação de piso de ponta a ponta da avenida que são desenhos elaborados em pedras portuguesas. É um grande desenho de arte com pouca vegetação, o que dá valorização para a própria avenida”, concluiu o arquiteto.