Matéria da Tribuna on-line sobre o aumento do nível do mar traz o NPH-Unisanta como fonte principal

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Foram entrevistados a engenheira Alexandra Sampaio, coordenadora do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas e os pesquisadores Renan Braga Ribeiro e Matheus Souza Ruiz.

Julia Mayorca, estágio acadêmico

Segundo pesquisas, entre as quais a última é do Painel  Intergovernamental (IPCC)  sobre Mudanças Climáticas da ONU,  o nível do mar vem aumentando cada vez mais rápido no mundo todo. O fato e as possíveis causas deste problema  foram abordados em matéria do jornal A Tribuna, onde o Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas-Unisanta   foi a fonte principal.

O biólogo,  pesquisador e  professor Renan Braga Ribeiro explicou que, na Baixada Santista, o fenômeno já pode ser percebido. “Especificamente para a nossa região, esses aumentos podem modificar a cobertura dos ecossistemas de manguezal, podendo diminuir a área de cobertura desses ecossistemas ”

Renan também comentou sobre a faixa de areia que, segundo ele, com o nível do mar elevado, deve começar a diminuir e até mesmo desaparecer, com o passar do tempo.

A coordenadora do NPH-Unisanta, Alexandra Sampaio,  engenheira e professora falou sobre o perigo que o fenômeno pode trazer para todas as formas de vida nas regiões costeiras, tornando-nos  “mais vulneráveis às marés meteorológicas que podem se tornar mais intensas e frequentes, além de afetar a navegação, erosão e intrusão salina nas bacias hidrográficas. ”

Segundo Alexandra, não há nada que se possa fazer para evitar o aumento do nível do mar. No entanto, é possível uma desaceleração da taxa de aumento, que é influenciada pela emissão de gases do efeito estufa.

“Em um cenário otimista – com baixas emissões de gases de efeito estufa, o aumento do nível médio do mar será de aproximadamente 17 cm até 2050 e 43 cm até 2100 (4mm/ano); enquanto no cenário pessimista este aumento será de 32 cm e 84 cm para o mesmo período (15 mm/ano)”, explica a especialista, ressaltando que a única maneira de retardar o fenômeno é reduzindo esses tipos de gases.

As ações coletivas e individuais que podem ser tomadas para reduzir os gases foram citadas por Renan Braga Ribeiro. “Essas ações incluem desde novos padrões de consumo pela população às necessidades de políticas de governo para mudanças nos padrões de uso do solo e geração de energia”.

O pesquisador do NPH Matheus  Souza Ruiz  também foi ouvido sobre o aumento acelerado do nível do mar, “consequência direta das mudanças climáticas”. Pelo menos 45% do aumento observado desde 1900 é atribuído às atividades humanas”, acrescentou.