No dia 17 de março, os alunos do 3° semestre do curso de Engenharia da Computação da Universidade Santa Cecília – Unisanta participaram de um encontro voltado ao desenvolvimento de projetos de tecnologia aplicados à área da saúde.

Durante o encontro, foram apresentadas situações-problema para estimular os estudantes a pensar em soluções tecnológicas e ideias de projetos. Entre os exemplos discutidos estiveram aplicativos para uso de medicamentos voltados a pessoas com deficiência visual, auditiva ou com transtorno do espectro autista, além de propostas de apps para monitoramento de saúde, como o controle do sono, da frequência cardíaca e da pressão arterial.

A atividade contou com a participação do professor Walber Toma, do curso de Farmácia, e das professoras Raquel Galhardo e Irene Farias, da Engenharia da Computação, que orientaram os alunos sobre possibilidades de projetos de Trabalho de Conclusão de Curso e desenvolvimento de soluções inovadoras na área de tecnologia em saúde.

A iniciativa buscou incentivar a criação de projetos multidisciplinares, aproximando áreas como computação e saúde para o desenvolvimento de ferramentas que contribuam para o bem-estar da população.

“Nós atendemos os pacientes, entendemos sobre doenças, tratamentos, mas hoje estamos num mundo muito tecnológico. Os alunos têm o conhecimento dessa parte da tecnologia; então, a ideia é justamente unir esses dois níveis de conhecimento para que a gente possa atender melhor à população”, destacou o professor Walber Toma.

De acordo com a professora Raquel Galiardo, no curso, os alunos aprendem a introdução à computação, que envolve a lógica de programação, a parte de hardware e como trabalhar com diversos tipos de sensores. “Para eles não ficarem apenas aprendendo a programar os sensores e requisitando dados, a aula foi realizada para dar um propósito a esses tipos de desenvolvimento e poderem aplicar na área médica”.

A professora Irene Farias ressaltou a importância da iniciativa para ajudar as áreas da saúde. “A tecnologia está se aprimorando, e a engenharia da computação tem vertentes para auxiliar. Isso seria muito bom a nível das pessoas terem mais mobilidade, segurança de tomar medicamentos na hora certa, uma possibilidade de ter mais liberdade para fazer as coisas bem e sem auxílio de um cuidador”.

Gabrielle Menezes, aluna do 3º semestre do curso, já pensa em um trabalho para trazer melhorias à sociedade. “O projeto é um aprimoramento das botoeiras, para auxílio de deficientes visuais. Um professor fez uma dinâmica onde colocava uma venda nos olhos e mostrava as dificuldades que um deficiente visual passa quando atravessa uma rua ou anda sozinho numa calçada, por exemplo. Isso despertou algo no nosso grupo, para fazermos uma melhoria. Acho que essa é a proposta da engenharia, a nossa matéria tem esse foco de criar algo que auxilie as pessoas, tanto no presente, quanto no futuro”.