Com 55 anos e criação, TEP-Unisanta marca presença no Fescete 28, dia 16/6

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O TEP-Unisanta, um dos mais longevos e tradicionais grupos de teatro da nossa região, que celebra, agora em 2024, 55 anos da sua criação, marca sua presença no igualmente tradicional Fescete, Festival de Cenas Curtas, promovido pelo Tescom Escola de Teatro, que neste ano está em sua 28.ª edição, abrangendo trabalhos de grupos locais e de várias regiões do nosso estado.

O grupo TEP, vinculado à Universidade Santa Cecília há 35 anos, se apresentará na mostra em três ocasiões diferentes, em que destaca facetas do seu trabalho e amostragem atualizada da sua produção: Exposição Bodas de Alfiniz. Na etapa competitiva do festival, participa com uma cena da montagem de Vila Belmiro e, como espetáculo convidado, traz O Baú de Candoca.

BODAS DE ALFINIZ
No foyer do Teatro Municipal Brás Cubas – Centro Cultural Patrícia Galvão, estará montada para o Fescete 28 uma exposição geral com foco e homenagem ao artista Tanah Corrêa, falecido em 2023, organizada por Karla Lacerda, um dos dínamos responsáveis pelo festival e suas atividades.

Como parte desta exposição, o TEP traz o Bodas de Alfiniz, painel composto pela exposição de 55 cartazes de espetáculos montados pelo grupo, cobrindo um espaço-tempo que se estende entre 1973 e 2024, e pela exposição de 18 peças de figurinos criados para diversos espetáculos montados pelo TEP, assinados pelo diretor do grupo, Gilson de Melo Barros, e por Lindalva Parolini.

Visitação a partir do dia 14 de junho, no período de funcionamento do Centro Cultural e atividade do festival – das 10 às 22 horas.

O BAÚ DE CANDOCA
Depois de percorrer várias cidades da nossa região e as principais casas de espetáculo da nossa cidade com uma turnê celebrativa pelos 55 anos da criação do grupo, aproximando-se do fim da sua temporada, o trabalho O Baú de Candoca será apresentado, como espetáculo convidado, dentro do Fescete 28, no Teatro Rosinha Mastrângelo, dia 16 de junho, às 18 horas.

O espetáculo foi concebido a partir da adaptação teatral do conto homônimo de autoria da reconhecida artista portenha, radicada em Santos, Beatriz Rota-Rossi, permanente colaboradora do grupo, com o qual mantém em sentinela sua parceria, e montado sob a forma de Teatro-Painel, em que se desenvolve entre a estética da contação de histórias e o universo do circo.

Aborda, de forma farsesca, a degradação de uma família, de certa forma tradicional, a partir de episódios marcados pela cobiça, desprezo pelas convenções que fortalecem as relações entre as pessoas e, de forma catártica, a especulação imobiliária, tratando como viés dramático o desajuste com relação às questões etárias e seus códigos de “respeito” e ética.

Contou para o desenvolvimento da sua narrativa, com intervenções pontuais provocadas pela obra musical do artista, e igualmente colaborador do grupo, Julinho Bittencourt, que assina a trilha original do trabalho, ao qual se somou o desempenho do artista multi-instrumentalista Jota Amaral, responsável pelos arranjos e sonoplastia que dão um toque todo especial ao espetáculo.

O Baú de Candoca tem na composição do seu elenco os atores Cesar Magalhães, Cícero Pinto, Edelvira Azevedo, Fabiano Santos, Livia Mendes, Mariana Gomes, Adilson Secco e Melissa Mardones. Completam a ficha técnica Tales Ordakji e Pedro Paulo Zupo, produtores do grupo e do espetáculo, respectivamente, contando ainda com Lindalva Parolini que, junto ao diretor do grupo, assina a criação dos figurinos, e Rose Magalhães, no desenvolvimento e elaboração das maquiagens.

VILA BELMIRO
Dentro da mostra competitiva promovida pelo Fescete, na categoria Adulto, o TEP participará com um recorte de 15 minutos do espetáculo Vila Belmiro, num resgate do trabalho de mesmo nome montado pelo grupo em 2002 e tornado ao formato de curta-metragem no ano de 2005, então com a participação especialíssima da atriz santista Bete Mendes e especial elenco.

O texto, assinado por Gilson de Melo Barros, que responde também pela direção deste trabalho, foi desenvolvido a partir de estudos realizados pelo autor sobre a história de Santos e da observação do comportamento das suas gentes, o santista, centrando a narrativa no período da intervenção militar na nossa cidade, discutindo em sua ação os efeitos sobre os santistas, materializados no destino da personagem central, Dona Jacirema, “santista três vezes, no nome, no time e no coração”, pessoa simples, moradora quase por toda a vida do bairro da Vila Belmiro, viúva de Juremar (portuário) e refém do “desaparecimento” dos seus quatro filhos durante esse período, ditadura militar, todos com nomes de mar: Ademar, Osmar, Mario e o Disousa.

O elenco, composto pelo encontro de atores de várias idades, gravitando entre 17 e 80 anos, é composto por Andréa Duarte, Arlaine Gomes, Cícero Pinto, Eunice Monteiro, Isadora Paulino, José Carlos Nazara, Josefa Malquides Lilian Cristina de Souza, Melissa Mardones e Vera Regina Camargo.

A montagem, além da direção de Gilson de Melo Barros, conta com a participação de Arlaine Gomes, na preparação corporal dos atores, Melissa Maordones e Isadora Paulino, preparação vocal, Fabiano Santos, no condicionamento anímico, Livia Mendes e Cesar Magalhães, como assistentes de direção, Lindalva Paroline, na parceria para a criação dos figurinos, Pedro Paulo Zupo, na produção imediata, e Tales Ordakji, na produção remota do grupo, contando para tanto com o apoio cultural da Universidade Santa Cecília.

SERVIÇO – Centro de Cultura Patrícia Galvão / Teatro Municipal Brás Cubas / Teatro Rosinha Mastrângelo – Av. Pinheiro Machado, 48. Vila Mathias – Santos SP