Primeira Impressão celebra 31 anos formando jornalistas

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Edição histórica é lançada para marcar a data. Clique aqui e confira!

Há três décadas, o jornal-laboratório Primeira Impressão acompanha a evolução do Jornalismo e da formação acadêmica na Universidade Santa Cecília (Unisanta). Criado em 1996, o veículo completa 31 anos de história consolidado como um dos principais projetos práticos do Curso de Jornalismo da Faculdade de Ciências Sociais e de Educação Aplicada e reconhecido nacionalmente como referência entre os jornais-laboratório do país.

Ao longo de quase 200 edições publicadas, o Primeira Impressão sintetiza a trajetória de milhares de estudantes, que vivenciam, na prática, todas as etapas da produção jornalística. Coordenado pelo Prof. Dr. Robson Bastos, o projeto conta com a orientação dos professores Prof. Esp. Francisco La Scala Júnior e Prof. Dr. Fernando De Maria, responsáveis pela produção textual, e do Prof. Esp. Fernando Cláudio Peel, responsável pelo design gráfico e pela diagramação. A cada edição, os alunos do 3º ano de Jornalismo assumem a redação, produção de reportagens, fotografias, edição e diagramação do jornal, consolidando a formação de novas gerações de jornalistas.

Em 2026, o jornal ganha uma edição especial comemorativa, resgatando sua história, homenageando professores e ex-alunos e reafirmando seu papel na formação de profissionais que hoje atuam em veículos de comunicação, emissoras de televisão e rádio, assessorias de imprensa, fotografia, comunicação corporativa e plataformas digitais.

Mais do que um jornal, o Primeira Impressão tornou-se um patrimônio acadêmico da Unisanta. Ao longo desses mais de 30 anos, acompanhou as transformações tecnológicas, as mudanças no mercado da comunicação e a evolução do próprio fazer jornalístico, sempre mantendo como essência o compromisso com a informação de qualidade, a ética e a formação profissional.

A primeira edição do Primeira Impressão foi lançada em 1996, produzida pelos alunos da primeira turma do curso de Jornalismo da Unisanta. O projeto nasceu inicialmente para atender a uma exigência do Ministério da Educação (MEC), que determinava que os cursos de Jornalismo publicassem oito edições anuais de um jornal-laboratório impresso.

O então diretor da Faculdade de Artes e Comunicação (FaAC), Humberto Challoub, um dos idealizadores do projeto, relembra que o objetivo sempre foi muito maior do que cumprir uma exigência curricular: proporcionar aos estudantes uma experiência real de produção jornalística antes da entrada no mercado de trabalho.

Na época, o jornal impresso representava o principal veículo de comunicação da profissão e, por isso, toda a formação prática dos alunos era estruturada para reproduzir o funcionamento de uma redação profissional. “O jornal passou a integrar definitivamente a formação dos futuros comunicadores e hoje soma cerca de 200 edições produzidas por alunos ao longo de três décadas”, destaca Challoub.

Da máquina de escrever à era digital

Quando surgiu, o Primeira Impressão era produzido em um cenário completamente diferente do atual. As primeiras reportagens eram redigidas em máquinas de escrever, enquanto a diagramação exigia cálculos manuais para definir o espaço ocupado pelos textos nas páginas.

Segundo Humberto Challoub, um dos maiores desafios não foi criar o jornal, mas acompanhar a revolução tecnológica que transformou o processo de produção. “Na redação ainda havia máquina de escrever. A diagramação era feita com cálculos para definir se o texto entrava em uma ou duas colunas. Depois veio a informatização, que facilitou muito o trabalho e trouxe uma adaptação rápida”, relembra.

Ainda em 1997, foi inaugurada a redação Hamleto Rosato, permitindo que a produção do jornal passasse a ser totalmente informatizada. A evolução continuou ao longo dos anos, acompanhando as transformações do mercado editorial até chegar ao formato digital adotado atualmente.

Hoje, o Primeira Impressão é publicado em PDF, mantendo o projeto gráfico e editorial que marcaram sua identidade, mas já se prepara para novas plataformas e formatos multimídia. Desde sua criação, um dos diferenciais do Primeira Impressão sempre foi permitir que todos os estudantes passassem por todas as etapas da produção jornalística. Ao longo da disciplina, os alunos atuam como repórteres, fotógrafos, editores, diagramadores e revisores, experimentando diferentes funções da rotina de uma redação.

A proposta sempre foi oferecer uma formação completa, preparando os futuros jornalistas para ingressarem diretamente no mercado de trabalho com experiência prática. Antes mesmo de produzir o jornal-laboratório, os estudantes desenvolviam outras atividades de redação, como o projeto Primeiro Texto, construindo um processo gradual de aprendizagem que culminava na produção do jornal.

Referência nacional

O reconhecimento da qualidade editorial do Primeira Impressão ultrapassou os limites da universidade. O jornal passou a ser considerado um dos melhores jornais-laboratório do Brasil pela tradicional Revista Imprensa, consolidando-se como referência no ensino do Jornalismo. Esse reconhecimento é resultado do trabalho conjunto de professores e alunos que, ao longo de mais de 30 anos, mantiveram o compromisso com a qualidade da informação, a apuração rigorosa e o desenvolvimento das competências profissionais.

Entre os momentos mais marcantes de sua história está a conquista do Prêmio Giusfredo Santini, concedido pela Câmara Municipal de Santos em 1999. A premiação foi resultado de uma reportagem investigativa produzida por estudantes sobre a venda ilegal de ossos em cemitérios da cidade.

O vereador Antonio Carlos Banha Joaquim, autor do projeto, afirma que a ideia do prêmio surgiu com o objetivo de homenagear Giusfredo Santini, empresário do ramo da comunicação e ex-presidente do jornal A Tribuna. “O objetivo era reconhecer e incentivar os jornalistas com matérias relevantes e, ao mesmo tempo, criar a comenda deste ícone da comunicação, por meio da medalha que leva o seu nome aos melhores jornalistas e respectivas matérias, sendo alunos do jornalismo ou até mesmo jornalistas da cidade”, lembra Banha.

Atual coordenador do curso de Jornalismo da Unisanta, o professor Dr. Robson Bastos destaca que o jornal sempre acompanhou as mudanças tecnológicas sem perder sua essência. Segundo ele, o Primeira Impressão nasceu como um laboratório impresso, mas precisou evoluir para atender às novas formas de consumo da informação.

A proposta para os próximos anos é ampliar ainda mais sua presença digital, incorporando vídeos, podcasts, conteúdos interativos e estratégias para redes sociais. “Se não estiver no digital, não vai chegar às pessoas”, afirma.

Ao mesmo tempo, Robson ressalta que inovação não significa abandonar os fundamentos da profissão. Em um cenário marcado pela Inteligência Artificial, pela velocidade da informação e pela disseminação de fake news, ele defende que o jornal continue formando profissionais comprometidos com a apuração rigorosa, a ética e os princípios do Jornalismo.

Edição Especial

A edição especial de 30 anos reúne depoimentos de professores e ex-alunos, revisita capas históricas, projetos gráficos e diferentes fases do jornal, valorizando a memória de um projeto que ajudou a formar centenas de jornalistas ao longo das últimas três décadas. Mais do que celebrar o passado, a publicação reafirma a importância do Primeira Impressão como espaço permanente de aprendizagem, criatividade e experimentação. Clique aqui e confira!

Informações: Yasmin das Mercês,  Larissa Serra, Heloisa Helena, Lucas Oliveira, Beatriz Pires e Ranna Santana