A nadadora Monique Ferreira, a judoca Danielle Zangrando e a mesatenista Lígia Silva foram homenageadas nesta quinta-feira (29) pela direção da Universidade Santa Cecília (UNISANTA). Monique, estudante de Direito, Danielle, de Jornalismo, e Lígia, de Educação Física, manifestaram sua confiança em um bom desempenho em Atenas e, ao mesmo tempo, sua intenção em terminar seus estudos na Universidade e serem boas profissionais também nas carreiras escolhidas.
A dedicação aos estudos é tão importante quanto se destacar no esporte, afirmou o Pró-Reitor da UNISANTA, Marcelo Teixeira, presidente do Sistema Santa Cecília de Comunicação – Rádio e TV Educativas – e presidente do Santos F.C. “Nós, que convivemos com eles, tínhamos esperanças de que chegariam à Olimpíada. A expectativa foi confirmada e, mais do que a possibilidade de quebrar novas marcas, sabemos que nossos atletas também obtêm boas notas. A UNISANTA possibilita conciliar as duas atividades, e eles serão bons profissionais”, afirma Teixeira.

Nadadores

Além de Monique, a natação da UNISANTA, número 1 do País entre as instituições de ensino e segunda maior força da natação brasileira, será representada por mais três nadadores, que não estão no País: os argentinos Georgina Bardach, Juan Pereyra e José Meolans. Georgina competirá nos 400 metros nado medley, Juan, nos 1.500 e 400 metros nado livre, e Meolans disputará os 50 e 100 metros nado livre. Georgina e Meolans estão treinando na Espanha e Juan, na Argentina.

Monique: boas chances

Monique Ferreira trancou sua matrícula neste ano para fazer adaptações e retorna no ano que vem, no quinto ano de Direito. Ela diminuiu o tempo de treinamento para três horas por dia, ritmo ideal agora, que se aproxima das provas. Chegou a treinar seis horas diárias. A atleta, primeira da história da natação santista a integrar a Seleção Brasileira Feminina em Olimpíadas, competirá no revezamento 4×200 metros nado livre e nos 400 metros nado livre.
Ela acredita ter boas chances, e um dos indícios de sua boa forma física e preparo técnico sentiu exatamente na Grécia, em junho, no Olimpic Swimming Test Event, quando ficou em terceiro lugar nos 400 metros livres e recebeu medalhas de prata no 4X100 mts e 4X200 mts. Foi na Grécia, onde nadou na piscina da Olimpíada, que ela “sentiu que estava no caminho certo”.
A nadadora sabe que enfrentará o sol muito forte na Grécia, e que a piscina não foi coberta, como seria o ideal, porque não daria tempo das obras serem concluídas. Quanto às competições individuais, ela afirma que a adversária mais forte, além das norte-americanas, é a romena Camélia Potec. Monique Ferreira ganhou ainda, neste ano, o sul-americano nos 200 e 400 metros livres e o Troféu Brasil, nos 400 livres e 200 borboleta. A nadadora embarca no próximo dia 1º de agosto para a cidade de Rio Maior, em Portugal, onde realizará a fase final de treinamento.

Danielle: precocidade

A judoca Danielle Zangrando disputa pela segunda vez uma Olimpíada, pois foi a Atlanta aos 16 anos, como a mais jovem de toda a delegação brasileira. Foi a primeira mulher a conquistar uma medalha num Campeonato Mundial de Judô, em 1995. Volta a integrar a Seleção Brasileira depois de quatro anos afastada, sendo dois anos devido a duas cirurgias de hérnia de disco na coluna lombar, em 2001.
Francamente recuperada, Danielle treina agora um máximo de quatro horas, principalmente a velocidade. Começou a praticar judô aos cinco anos. Entre seus principais títulos, estão: tricampeã sul-americana, campeã do Pan-Americano Júnior, terceiro lugar no Campeonato Mundial Sênior, no Japão, em 1995, duas vezes vice-campeã mundial júnior (1966/98); tetracampeã dos Jogos Abertos e Jogos Regionais.
Para a aluna e atleta da UNISANTA, “essa é a minha volta por cima. Cheguei a pensar em desistir do judô, devido a uma hérnia de disco na lombar”.
Danielle Zangrando é formada em Direito e está no primeiro ano de Jornalismo. Em nome dos atletas, ela agradeceu as homenagens, elogiando o trabalho da família Teixeira, dos diretores e de todos os funcionários. “Vocês fazem parte dos nossos sonhos. Além do apoio ao esporte, o estudo que a UNISANTA proporciona nos fará grandes cidadãos”.

Tênis de Mesa

Esta será a segunda participação de Lígia Silva em olimpíadas. A primeira foi em Sidney, em 2002. A atleta está no quinto ano de Educação Física e, após o receber o diploma, estudará Publicidade e Propaganda. Pretende trabalhar um dia em Marketing Esportivo. “Até 30 ou 40 anos, é possível viver do esporte, dependendo da forma física e da dedicação. Depois, fica difícil”.
Lígia está treinando quatro horas por dia. Embarca dia 6. Acha difícil destacar um nome entre as chinesas, maiores adversárias, pois esse esporte costuma apresentar muitas surpresas.
Segundo o técnico da seleção feminina de tênis de mesa, Wei JianRen, Lígia é uma atleta muito experiente e joga muito bem. “Durante as partidas classificatórias para os Jogos Olímpicos, eu tentava fazer com que ela não pensasse na vaga, mas sim, em cada ponto conquistado. Ela conseguiu se concentrar e agora estamos em Atenas”, finaliza.

Homenagem

Durante a homenagem prestada aos atletas na UNISANTA, o técnico Márcio Latuf afirmou que o sucesso não é apenas fruto de empenho de Monique, mas da Universidade. A UNISANTA facilita as condições de estudo e treinamento para a atleta, que mora a poucos metros da Universidade. Assim, Monique consegue treinar com mais tranqüilidade. No Rio, onde nadava para o Flamengo, demorava 40 minutos para ir de casa ao local de treinos e fazia esse trajeto duas vezes. Latuf acredita que Monique chegará entre as 16 primeiras nos 400 livres e na final dos 4X200 metros.
Estiveram presentes ainda na homenagem aos esportistas o chanceler, Milton Teixeira, a reitora, dra. Sílvia Teixeira Penteado, e a presidente, dra. Lúcia Maria Teixeira Furlani. Sílvia agradeceu o empenho dos seis atletas que representarão a UNISANTA, e Lúcia lembrou que as mulheres, que há alguns anos só participavam das grandes competições entregando medalhas, souberam abrir caminhos e conquistar títulos importantes também no esporte.