Regina Ferreira detalhou como ocorrem essas misteriosas formações geológicas encontradas nos oceanos.
Os oceanos, que cobrem grande parte do planeta, guardam mistérios e fenômenos. Entre eles, estão os chamados buracos azuis. Para explicar esse tema à sociedade, o jornal A Tribuna entrevistou, na editoria de Ciência e Saúde, a MSc. Regina Ferreira, pesquisadora e oceanógrafa do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (NPH/UNISANTA).
Na reportagem, publicada no dia 20 de julho, o fenômeno é definido como “grandes cavidades naturais, geralmente circulares, formadas em rochas calcárias e preenchidas por água”. Regina salienta que são nesses casos que acontecem mudanças na coloração da água.
“O oceano é dividido em algumas zonas de profundidade. A gente tem, até uns 100 metros, uma camada em que a luz consegue entrar com facilidade. A partir dali, com a luz mais fraca, começa a ter menos coloração dos animais, não tem mais algas, porque elas não têm acesso a muita luz. Depois de 200 metros de profundidade, já é uma zona onde a luz não consegue chegar”, aponta a pesquisadora.
Durante a conversa, Regina também aborda a formação dessas estruturas que, por vezes, surgem de maneira repentina devido ao colapso de formações submersas.
“Algumas zonas do oceano que tinham estruturas frágeis acabaram cedendo, formando uma caverna… Caso elas desabem e abaixo era uma zona aberta, um buraco, acaba formando um buraco azul onde antes não havia”, explica.
Por fim, a oceanógrafa discorre a respeito da vida marinha nas profundezas, afirmando que as espécies precisam desenvolver características específicas para lidar com a escassez do ambiente.
“Os organismos que moram em locais profundos têm muitas adaptações fisiológicas para poder viver naquele ambiente para se alimentar ou capturar alguma presa, no caso de serem predadores. Já os que dependem de fotossíntese usam processos químicos, justamente por não terem acesso à luz”, ressalta.
A matéria completa pode ser lida clicando aqui.
