Coordenador de I.A. da Unisanta é fonte de matéria do jornal A Tribuna

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O coordenador do curso de Inteligência Artificial da Universidade Santa Cecília – Unisanta, Luis Fernando Bueno Mauá, foi fonte da matéria intitulada “ESG Conectados com o Meio Ambiente”, publicada no jornal A Tribuna, na edição de 15 de agosto de 2026.

A entrevista destaca que, com a grande incidência de lixo eletrônico, um dos efeitos colaterais da inovação tecnológica durante anos, os gadgets sustentáveis ganharam relevância. Segundo Mauá, a indústria e os centros de pesquisa trabalham em smartphones reparáveis, dispositivos biodegradáveis, eletrônicos capazes de produzir sua própria energia e até componentes feitos com materiais que podem se dissolver depois de utilizados.

Além disso, explica que uma das áreas mais surpreendentes é a chamada eletrônica biodegradável ou transiente, que desenvolve dispositivos capazes de desaparecer depois de cumprir sua função. Pesquisadores já criaram uma placa eletrônica impressa em 3D chamada DissolvPCB, produzida com um polímero solúvel em água.

“Também foi desenvolvido o Biogem, um atuador robótico flexível produzido com gelatina e materiais como açúcar, glicerina e sal. Outros experimentos conseguiram desenvolver componentes eletrônicos com aproximadamente 90% de biodegradabilidade e até memórias capazes de armazenar informações por um período determinado antes de se dissolverem”, contou o professor.

A matéria ainda ressalta que outra revolução acontece na energia. Além dos equipamentos solares, pesquisadores desenvolvem sistemas capazes de transformar os movimentos do corpo humano em eletricidade. Caminhar, correr ou simplesmente movimentar braços e pernas pode gerar pequenas quantidades de energia.

“O próximo passo pode ser combinar todas essas tecnologias em um dispositivo construído parcialmente com materiais reciclados, projetado para durar muitos anos, fácil de reparar, capaz de recuperar parte da energia necessária através da luz ou do movimento e com componentes que possam ser reciclados ou biodegradados ao final de sua vida útil. A inteligência artificial também pode participar desse processo, controlando equipamentos e reduzindo automaticamente desperdícios de energia”, finalizou Mauá.

Confira a matéria completa: