Carla Borges, docente de Psicologia, falou sobre os impactos da pandemia para as crianças em matéria da AT Revista

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Na edição do último domingo (09/08) da AT Revista, do grupo A Tribuna, a professora do curso de Psicologia da Unisanta, Carla Borges, colaborou com uma matéria da jornalista Joyce Moysés, tratando da relação e das possíveis consequências do isolamento social na saúde mental dos menores de idade, diante da pandemia do novo coronavírus que fez uma revolução sem precedentes (mas momentânea) na rotina de todos.

Natural de Belém, no Pará, Carla Borges é graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em Ciências da Saúde pela Unifesp e está com o doutorado em andamento na mesma instituição. Além de professora do curso de Psicologia da Universidade Santa Cecília, ela atua como psicóloga clínica na empresa “Clínica Affectio”.

Na publicação, intitulada: “Pequenas Grandes Irritações”, Carla primeiramente apontou um provável agravante de incompreensão (ou pouca compreensão) sobre a urgência da situação por parte das crianças, que, diante da infinidade de dúvidas sobre a questão somadas a uma espera do retorno ao normal aparentemente “eterna”, podem desenvolver sequelas que vão do cansaço e estresse ao adoecimento.

A docente da Unisanta ainda pontua que houve uma adaptação significativa (sempre tendo como aliada a tecnologia) por parte do público infantil às novas situações educacionais e sociais, mas recomenda aos responsáveis um diálogo aberto e o mais compreensível possível sobre a pandemia, aliado à criatividade à rotina das crianças.

Por fim, Carla propõe quatro tópicos de conduta aos responsáveis na situação atual: “1. Mantenhamos esforços para estabelecer rotinas dentro de casa, com horários para estudo, lazer e interação com quem mora junto ou conversa virtualmente; 2. Não façam promessas alheias às suas possibilidades, como uma data para o fim da pandemia; 3. Ofereçam sempre espaços de escuta e diálogo às possíveis dúvidas e angústias que as crianças apresentem; 4. Contem com apoio pedagógico, psicológico ou médico especializado na área da infância nesse contexto de inseguranças emocionais, quando julgarem necessário”.