Neste ano, os alunos precisaram desenvolver projetos nas áreas de cibersegurança, negócios digitais e inteligência artificial.
Os vencedores do Hackathon da Semana de TI da Universidade Santa Cecília (Unisanta) foram anunciados nesta sexta-feira (9), último dia do evento. A competição reuniu 92 estudantes em 27 equipes para desenvolver soluções a partir de desafios propostos por empresas parceiras, aproximando a experiência acadêmica de situações encontradas no mercado atual.
As empresas T2S, Piersec e iPORT Solutions apresentaram propostas nas áreas de cibersegurança, desenvolvimento de negócios digitais e inteligência artificial. Durante as atividades, os estudantes desenvolveram soluções e apresentaram-nas a uma banca de jurados.
T2S – Criação de negócios digitais
Intitulado “De devs a builders: construa o próximo negócio digital”, o desafio da empresa T2S propôs aos alunos a criação de um produto digital capaz de resolver um problema real e com potencial para se tornar um negócio viável.
Além de apresentar um protótipo funcional, as equipes precisaram demonstrar a validação da ideia com potenciais usuários e explicar como o projeto poderia se transformar em negócio, considerando estratégias para conquistar clientes, modelos de receita e diferenciais em relação às soluções já existentes.
A equipe Pacers, formada pelos alunos Nicolas Campos, Yann Pratali Andrade, Diogo Ferreira Tavares e Leonardo Silva Barbosa, foi a vencedora do desafio. Cada integrante recebeu um voucher de R$500 para utilizar na loja KaBuM!
“A nossa proposta se chama 3BAI. É uma solução focada para os contadores e os escritórios de contabilidade, trabalhando no intermédio da nova tecnologia que vai fazer a auditoria da nova reforma tributária”, explica Nicolas, ressaltando a dificuldade do desafio: “Foi realmente muito difícil; a gente teve pouco tempo para desenvolver, mas nós conseguimos e foi muito gratificante, com certeza”.
Piersec – Soluções para a cibersegurança
O desafio proposto pela Piersec foi desenvolver uma plataforma capaz de reunir e correlacionar dados de diferentes fontes de segurança cibernética, identificar a gravidade dos riscos encontrados e gerar relatórios executivos automatizados sobre o nível de proteção dos ambientes analisados.
A proposta também envolveu a criação de um modelo de operação automatizado, com informações organizadas de forma clara para facilitar a compreensão dos resultados.
A equipe Four-core, composta pelos alunos Anna Beatriz Dantas, Guilherme dos Santos Hernandes, Eduardo Henrique Paiva Machado da Silva e João Vitor Carneiro, venceu a competição e recebeu diversos brindes da empresa e garrafa da marca Tuyo. Além disso, haverá uma seleção para uma oportunidade de estágio na Piersec entre os integrantes do grupo vencedor.
De acordo com Anna Beatriz, aluna e integrante do Four-Core, o projeto auxilia na tradução técnica. “Se tiver um erro no seu computador, a proposta ajuda você a saber de forma simples e explicar tanto para o gestor, coordenador ou diretor o que é. É muito gratificante ver que a gente conseguiu concluir e ganhamos”.
iPORT Solutions – Inteligência artificial na gestão de projetos
A iPORT Solutions desafiou os estudantes a desenvolver uma aplicação com inteligência artificial para auxiliar na gestão de tempo e da capacidade das equipes envolvidas em projetos gerenciados pelo Azure DevOps, plataforma baseada em nuvem. A proposta buscou combinar recursos de gestão com uma experiência visual e interativa.
A equipe JLINK, formada pelos acadêmicos Kaue Nebot Marini, Laryssa Ignacio, Julianno Angeloti e Nicolas Rodrigues, foi a vencedora do desafio e recebeu uma caixa com itens de tecnologia, além de um dia de imersão na empresa.
“A nossa ideia envolvia criar uma plataforma de gestão ligada ao Azure DevOps. Foi um desafio bem complexo, conseguimos inovar trazendo o sistema de inteligência artificial de monitoramento de 24 horas dentro do sistema. Então, foi um grande diferencial e fiquei muito feliz de ter ganhado. Foi uma honra ter participado”, diz Kaue.
Integração entre universidade e mercado
Há três anos, o evento conta com a parceria de empresas da área, que colaboram ativamente ao trazer desafios reais para engajar os alunos. A programação da semana contou com nove atividades simultâneas, incluindo palestras, painéis, minicursos e a maratona de programação.
O principal foco dessa dinâmica é proporcionar uma vivência imersiva. Segundo Leo Andrade, docente responsável pelo Hackathon, a proposta busca aproximar o participante do ambiente corporativo ao impor restrições e características típicas do mercado de trabalho.
“O principal objetivo é tentar fazer com que o aluno possa viver uma experiência próxima da realidade, porque o Hackathon tem algumas particularidades que trazem isso. É um desafio que até então os alunos não conhecem, vão ter que utilizar tecnologias que talvez não conheçam e eles têm um tempo muito curto, que é a pressão que acontece no dia a dia de uma empresa, por exemplo, em um cenário real”, explica.
Além de testar habilidades técnicas, a maratona funciona como uma vitrine de talentos. O evento permite que as companhias identifiquem diferenciais em futuros profissionais. Andrade pontua que, embora a participação não garanta contratação automática, há um forte interesse do mercado em “encontrar um profissional totalmente fora da curva”.
“O Hackathon, se a gente fosse traduzir, é uma maratona hacker, mas esse termo não é no sentido de invasão nem nada disso. É uma espécie de maratona para desenvolver uma solução usando tecnologia e eles [os alunos] têm que defender que é a melhor”, finaliza.
Dessa forma, a união entre universidade e empresas consolida-se como um modelo eficaz de capacitação, preparando os futuros profissionais para os desafios reais da indústria tecnológica.








