Acervo contribuirá para a formação prática dos estudantes de Engenharia e preservará a história das ferrovias e sua importância para o desenvolvimento da região
A Universidade Santa Cecília (Unisanta) inaugurou, nesta quinta-feira (8), três maquetes ferroviárias instaladas no Laboratório de Ferrovias, sala P07, que passam a integrar os recursos didáticos utilizados na formação dos estudantes de Engenharia. A cerimônia também foi marcada por uma homenagem à família Valdívia, em reconhecimento à doação realizada pelos irmãos Rafael Pires Valdívia e José Maria Pires Valdívia.
Doadas há cerca de um ano, as maquetes passaram por um processo de recuperação e preparação realizado pela equipe de Engenharia da Unisanta, com destaque para a participação do engenheiro Ademilson Corrêa da Silva Junior, integrante da equipe responsável pelos laboratórios da área. A inauguração oficializou a incorporação do acervo à Universidade e reconheceu a contribuição da família para o ensino.
Além das maquetes, o espaço conta com um módulo didático que reproduz um trecho de ferrovia em tamanho natural, com dormentes, lastro, trilhos e outras peças utilizadas na composição da via permanente. A estrutura permite demonstrar, de forma prática, elementos da construção ferroviária e será utilizada nas aulas de Engenharia.
As maquetes contemplam o transporte de cargas e passageiros, além de aspectos da mobilidade urbana, com a circulação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Homenagem – Durante a solenidade, foi instalada uma placa em homenagem à família Valdívia, em reconhecimento à doação. Mais do que representações do sistema ferroviário, as maquetes constituem instrumentos de formação e aprendizagem, aproximando teoria e prática e contribuindo para a formação acadêmica e profissional dos estudantes.
Para o engenheiro Rafael Pires Valdívia, a iniciativa representa a continuidade de uma tradição familiar que atravessa gerações. Seu pai, José Valdívia, dedicou a vida à construção ferroviária e transmitiu aos filhos a paixão pela profissão. “A história das maquetes é a continuidade, dentro da família, do nosso espírito ferroviário, implantado pelo meu pai. Sempre nos identificamos com a ferrovia, porque fomos criados nesse ambiente”, contou.
Rafael também destacou a emoção de saber que o acervo permanecerá na Universidade, contribuindo para a formação de novos profissionais. “O significado disso é imensurável. É um imenso orgulho para todos nós da família. É um reconhecimento eterno, porque a Universidade é alguma coisa eterna”, afirmou.
Importância histórica – O diretor da Faculdade de Engenharia da Unisanta, prof. Dr. Áureo Pasqualeto Figueiredo, ressaltou que as maquetes possuem grande valor histórico e educacional, além de representarem um importante capítulo do desenvolvimento do País. “As ferrovias são elementos civilizadores, que proporcionaram um grande desenvolvimento para a nossa região e para o Brasil. Ao longo das linhas ferroviárias, diversas cidades se desenvolveram e florescem até hoje”.
Segundo o diretor, o acervo permitirá aos estudantes compreender diferentes aspectos da Engenharia, como técnicas de construção ferroviária, estudo dos solos, vias permanentes, redes de transmissão, comunicação e segurança. “A maquete tem um apelo visual muito forte, inclusive afetivo, e pode despertar vocações. Para nós, da Engenharia, interessa também a intermodalidade, ou seja, a integração entre os transportes rodoviário, ferroviário e outros modais”, destacou.
Áureo lembrou ainda a importância histórica das ferrovias para a ligação entre Santos e São Paulo e sua relação com o desenvolvimento portuário. Para ele, o transporte ferroviário continua sendo estratégico para o crescimento econômico e para a infraestrutura do País.
Inovação e novos desafios – A reitora da Unisanta, profa. Dra. Sílvia Ângela Teixeira Penteado, destacou a importância do transporte ferroviário para o futuro da região, especialmente diante dos desafios relacionados à mobilidade, à infraestrutura portuária e à sustentabilidade.
A reitora também ressaltou a necessidade de preparar os estudantes para acompanhar as transformações tecnológicas e explorar novas possibilidades profissionais. “Instruir, formar, alertar e motivar os estudantes e professores para essas novas áreas, para a inteligência artificial e para tudo o que a inovação possibilita é o nosso grande desafio”, afirmou.
Também estiveram presentes na solenidade, o diretor de Engenharia da Unisanta, Antonio de Salles Penteado; o pró-reitor de Inovação, Marcus Teixeira Penteado; e o diretor de Novas Tecnologias, Lucas Teixeira Furlani, além de diretores, coordenadores, professores da Universidade e integrantes da Família Valdívia.
Com o acervo recuperado e o módulo didático em tamanho natural, o laboratório amplia as possibilidades de demonstração e aprendizagem prática, preservando a memória ferroviária e inspirando novas gerações de profissionais da Engenharia.
