Laboratório de Ecotoxicologia renova acreditação e mantém excelência

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O Laboratório de Ecotoxicologia (Lecotox) Professor Aldo Ramos Santos, da Universidade Santa Cecília (Unisanta), teve novamente aprovado seu Sistema de Gestão da Qualidade após a Avaliação de Acreditação realizada em abril de 2026. Com a aprovação, o laboratório mantém a acreditação de seus ensaios segundo os requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17025 até a próxima avaliação, prevista para ocorrer entre dezembro de 2027 e abril de 2028.

A manutenção da acreditação representa a continuidade de um trabalho desenvolvido há décadas pelo laboratório e reforça a confiabilidade dos ensaios realizados para empresas, instituições e projetos de pesquisa. Para o professor e coordenador do Laboratório de Ecotoxicologia, Camilo Dias Seabra, o resultado demonstra que a qualidade está incorporada à rotina da equipe e não se resume à obtenção de uma certificação.

“A renovação da acreditação é muito importante porque representa, na prática, a confirmação de que o Laboratório mantém um padrão elevado de qualidade e de competência técnica na realização de seus ensaios. Não é apenas um certificado. É o reconhecimento de que os procedimentos adotados seguem critérios rigorosos e de que os resultados produzidos são tecnicamente válidos”, explica Camilo.

Segundo o coordenador, esse reconhecimento tem importância tanto para o laboratório quanto para a própria Universidade. “Para a Unisanta, essa manutenção reforça a credibilidade da instituição como um espaço de ensino, pesquisa e prestação de serviços na área ambiental. Para quem utiliza os resultados do Laboratório, significa ter maior segurança de que os ensaios foram realizados de forma controlada, padronizada e confiável.”

O processo de acreditação pela ABNT NBR ISO/IEC 17025 avalia a competência do laboratório para realizar os ensaios que integram seu escopo. A análise considera diferentes etapas e aspectos da rotina, como procedimentos técnicos, capacitação da equipe, controle das atividades, equipamentos, registros, rastreabilidade, tratamento de não conformidades e garantia da qualidade.

Diferenciais –  Para Camilo, um dos principais diferenciais do Lecotox é justamente a experiência acumulada na construção de uma cultura de qualidade. “Um aspecto que merece destaque é a existência de uma cultura de qualidade construída ao longo de muitos anos. A qualidade não é algo que aparece apenas quando existe uma avaliação. Ela faz parte da rotina do Laboratório, dos procedimentos, da capacitação das pessoas, do controle das atividades e da preocupação constante com a confiabilidade dos resultados.”

Essa cultura envolve também a segurança dos profissionais e a responsabilidade com as informações produzidas. “Temos como objetivos a manutenção do sistema de qualidade, a redução de não conformidades, a capacitação contínua dos funcionários, a segurança no trabalho e a garantia da integridade e da confidencialidade dos resultados. Tudo isso está relacionado à confiança que precisamos transmitir para quem utiliza o nosso trabalho.”

A equipe do laboratório reúne profissionais qualificados, incluindo pesquisadores com doutorado e pós-doutorado no exterior, além de experiência acumulada em ensaios ecotoxicológicos e pesquisas ambientais. Entre os ensaios que fazem parte do escopo de acreditação estão os testes de toxicidade aguda com Daphnia similis e os ensaios de toxicidade crônica com o ouriço-do-mar Echinometra lucunter.

“Trabalhamos com organismos que são importantes indicadores para os estudos de toxicidade. Por isso, todo o processo precisa ser muito bem controlado. Desde as condições do ensaio até os registros e procedimentos utilizados, existe uma série de critérios que precisam ser rigorosamente observados para que o resultado tenha validade técnica”, ressalta Camilo.

A trajetória de qualidade do Laboratório de Ecotoxicologia é marcada pelo pioneirismo. Fundado em 5 de junho de 1991, o Lecotox foi o primeiro laboratório do Brasil a obter o Certificado de Qualidade Internacional ISO 9002 para a realização de testes de toxicidade em efluentes líquidos de processos industriais e amostras de corpos aquáticos receptores.

Em 2006, o laboratório avançou para a acreditação segundo a NBR ISO/IEC 17025, concedida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Em 2027, a Unisanta completará 30 anos de atuação com Sistemas de Gestão da Qualidade, considerando o período de credenciamento na norma NBR ISO 9002, até 2005, e a acreditação na NBR ISO/IEC 17025, mantida desde 2006.

Para o coordenador, essa trajetória representa um processo de amadurecimento institucional. “Eu vejo essa trajetória como um processo de amadurecimento. São muitos anos trabalhando para transformar a qualidade em um processo permanente. Começamos com a ISO 9002 e, posteriormente, avançamos para a ISO/IEC 17025. O mais importante é que esse sistema foi incorporado à cultura do Laboratório e passou a fazer parte da maneira como trabalhamos.”

Ao longo de sua história, o Lecotox já realizou mais de 2.300 ensaios de toxicidade para diferentes empresas e instituições. O laboratório também mantém forte atuação em pesquisa científica, com participação em projetos e colaboração com universidades brasileiras e estrangeiras.

“A prestação de serviços e a pesquisa caminham juntas no nosso trabalho. Os ensaios que realizamos atendem a demandas de empresas e instituições, mas também geram conhecimento e contribuem para projetos científicos. Essa integração entre ensino, pesquisa e prestação de serviços é muito importante para a Universidade.”

De acordo com Camilo, a manutenção da acreditação também demonstra que o laboratório conseguiu preservar a qualidade ao longo do tempo, acompanhando as transformações da área ambiental. “Manter uma acreditação por tantos anos mostra que a qualidade não é tratada como uma ação pontual, feita apenas para conseguir um certificado. Ela passou a fazer parte da própria cultura de trabalho do Laboratório. É essa continuidade que ajuda a explicar o reconhecimento que o Lecotox conquistou ao longo de sua história.”

Em 2024, o laboratório passou a se chamar oficialmente Laboratório de Ecotoxicologia Professor Aldo Ramos Santos, em homenagem às mais de quatro décadas de dedicação do Prof. Dr. Aldo Ramos Santos à educação, à pesquisa e ao desenvolvimento da Ecotoxicologia. O professor teve papel fundamental no avanço dos estudos ambientais e na formação de profissionais na área.

Além da pesquisa científica e acadêmica, o laboratório oferece serviços especializados para empresas e instituições, contribuindo para a avaliação da qualidade ambiental, a preservação dos ecossistemas e o desenvolvimento de práticas sustentáveis.

Equipe – Além de Camilo Seabra, fazem parte da equipe do Laboratório de Ecotoxicologia: Paloma Kachel Gusso Choueri (pesquisadora), Prof. Mery dos Santos Filho (coordenador da qualidade) e Malkomes, Kauan Oliveira Ramos e Clara Gibrail (estagiários).