A atriz e ativista ambiental Christiane Torloni participou, na última terça-feira (2), do 4º encontro com alunos da disciplina Florestania, pioneira no Programa de Mestrado e Doutorado em Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade Santa Cecília (Unisanta).
A reunião, realizada em formato híbrido no Observatório dos Direitos do Migrante e com a participação do pró-reitor Acadêmico Fabio Giordano, da Profa. Dra. Patrícia Gorisch e Prof. Dr. Marcelo Lamy, promoveu um debate sobre a necessidade de conectar o conhecimento acadêmico à sensibilidade ecológica.
Durante o encontro, Torloni elogiou a estrutura estética e pedagógica do módulo e enfatizou que o conceito é fundamental para o fortalecimento da cidadania e da preservação ambiental no país.
“A criação desse módulo, em uma instituição como essa, é maravilhosa. A estética da matéria foi muito bem escolhida e também a maneira de a apresentar. Nas demais instituições, você não encontra o tema Florestania, embora não tenha como excluí-la da educação, pois ela fala do sensorial”, pontuou a atriz.
Com reflexões sobre o papel da educação na atualidade, a artista incentivou os estudantes a saírem da passividade das telas e buscarem uma “ação imediata” ao término de cada aula.
“Essa interação e integração é o grande desafio. O aluno tem que sair para uma ação imediata, sair de cada aula e ir fazer. Meu conselho é: desliga o tablet, abra a janela, vai botar o pé na praia, vai no manguezal. Conheça a cidade onde você mora, converse com as pessoas. Depois, você abre o tablet de novo”, instigou Torloni.
Ao associar a Florestania à democracia e ao fortalecimento do coletivo, Torloni argumentou que a conscientização ecológica passa por um processo profundo de “reflorestar mentes” e resgatar saberes intrínsecos ao ser humano.
“Sem a democracia é impossível fazer a Florestania. Com ela, você traz a comunidade. Nós somos a florestania e a gente não precisa se transformar numa outra coisa. É a percepção de que fazemos parte de todo um enorme ecossistema. O que nos está matando é a solidão, mas aqui nós estamos no coletivo. A gente cria uma tribo para que esse conhecimento seja expandido”, reitera a convidada.
A artista também estimulou a comunidade acadêmica a integrar a cultura oceânica e a realidade litorânea de Santos a esse ecossistema de debates, demonstrando que o conhecimento deve gerar entusiasmo, sinergia coletiva e, acima de tudo, transformação prática na sociedade.
“Nós estamos em Santos, nós falamos da cultura oceânica, então, temos que trazer a água para dentro da sala, assim como a floresta. A Florestania traz um entusiasmo, o brilho nos olhos e tem que sempre estar em pauta. A ideia é fazer a informação e o conhecimento girarem”, concluiu.
Ao final do encontro, Christiane reforçou a importância do fator humano no ambiente acadêmico, destacando que a oportunidade de se reunir com os estudantes e professores é algo valioso do qual não se deve abrir mão. Ela finalizou apontando que há muito trabalho a ser feito pela frente, mas que a jornada se tornará mais leve se cada um fizer a sua parte coletivamente.
Saiba mais sobre o Mestrado e Doutorado em Ciência e Tecnologia Ambiental da Unisanta.




