Eduardo Rajabally, professor de Jornalismo, assina a direção de “Cidade Subterrânea”, produção que mostra os bastidores do maior sistema metroviário do Brasil.
Todos os dias, milhões de pessoas atravessam o metrô de São Paulo, sem imaginar o que acontece além das catracas. É esse universo que Cidade Subterrânea, doc-reality dirigido pelo docente Eduardo Rajabally, do curso de Jornalismo da Universidade Santa Cecília (Unisanta), traz à tona ao revelar os bastidores do maior sistema metroviário do Brasil.
Produzida pela Endemol Shine Brasil, a série acompanha profissionais que mantêm o transporte em operação e passageiros que cujas rotinas se cruzam nos trilhos da cidade. A atração tem exibição no canal GNT, na plataforma Globoplay e também em versão reduzida no Fantástico.
De acordo com Rajabally, o projeto é um formato original da produtora, desenvolvido em parceria com o Metrô de São Paulo. Ele conta que já tinha, inclusive, interesse em explorar esse universo quando recebeu o convite para desenvolver a série documental.
“Há anos tenho vontade de filmar o metrô, os bastidores dessa operação gigantesca e invisível, as ocorrências médicas e policiais que ocorrem nessa ‘cidade debaixo da cidade’. Foi com grande alegria e um sentido de desafio que recebi o convite para desenvolver o projeto”, explica.
Bastidores de uma operação que não para
Com a pré-produção iniciada em outubro de 2025, a série passou por uma fase dedica à pesquisa, levantamento de histórias e definição de linguagem. As filmagens aconteceram entre novembro e dezembro, com cinco equipes divididas em diferentes turnos, além de captações complementares.
Parte do material começou a ser montado ainda em fase de gravações, permitindo ajustes na narrativa à medida que os episódios se desenvolviam. Segundo o docente, essa prática foi essencial para entender se o formato planejado funcionava – algo comum em primeiras temporadas de doc-realities.
A produção teve acesso a áreas restritas do sistema metroviário, como o Centro de Operações, manutenção e a Sala de Inteligência e Segurança. “O Metrô abriu as portas de suas dependências e trens de forma irrestrita, confiando em nosso trabalho, nos ajudando em tudo o que precisávamos e explicando o funcionamento das operações diárias”, pontua Rajabally, destacando que a iniciativa foi fundamental para a escolha de temas, histórias e locações.
Histórias que passam pelos trilhos
Além do aspecto operacional, Cidade Subterrânea investe em histórias humanas. A proposta foi retratar tanto os trabalhadores que atuam nos bastidores quanto os passageiros que usam o sistema diariamente, revelando experiências e rotinas que se conectam.
A equipe de pesquisa foi responsável por identificar personagens e levantar histórias ao longo das gravações. Entre os episódios acompanhados estão atendimentos de emergência, ocorrências de segurança e situações cotidianas vividas dentro das estações.
“As pessoas sempre tiveram enorme curiosidade para descobrir como funciona o metrô de São Paulo, o maior do país. Pudemos acompanhar a preparação e tensão que antecedem um jogo importante de futebol, com torcidas furiosas; vimos agentes à paisana em busca de importunadores sexuais nos vagões; testemunhamos os agentes na tarefa de primeiros socorros… Foram inúmeras ocorrências, histórias, dramas e alegrias que pudemos captar e estão na série”, salienta Eduardo.
O desenvolvimento da narrativa envolveu desafios como compreender o funcionamento do sistema, definir limites éticos e construir uma linguagem interessante e consistente, capaz de traduzir essas histórias ao público. Muitas decisões foram tomadas ainda durante a pré-produção e filmagens, à medida que novas situações surgiam.
Com 10 episódios de 22 minutos cada, Cidade Subterrânea é exibida às quintas-feiras, às 21h45, no GNT, com episódios disponíveis no Globoplay (plano Premium). Na TV Globo, a produção também ganha espaço em formato de quadro no Fantástico.
Para Eduardo Rajabally, a presença em diferentes plataformas amplia o alcance do projeto. “Desde o início, esse era um projeto TV Globo, que distribui suas produções em diversas plataformas. É uma oportunidade incrível poder ver o trabalho na TV aberta e exposto a uma enorme audiência”, finaliza.
Confira a chamada aqui.
